Seguindo com as nossas matérias comemorativas e, conforme prometido (com um pouco de atraso, pelo qual nos desculpamos) com as histórias escritas por Cesar Augusto de C.Rodrigues, PY2YP, que nos brindou com um especial editorial de aniversário, apresentamos aos amigos a história da confecção das tão marcantes placas alusivas ao Jubileu de Prata do grupo, em 2001. Tão marcantes, que o grupo repetiu a ação neste cinquentenário, esperando transformar o ato em uma tradição. Boa leitura!
Por Cesar Augusto de C.Rodrigues, PY2YP. Editorial especial dos 50 anos do CWSP, Setembro de 2026.

A placa
Jubileu de Prata – Ali pelo meio do ano de 2001 o Ademir, PY2SP, me ligou e falou: “Precisamos pensar em algo para comemorar os vinte e cinco anos do grupo.” Em branco não pode passar, concluiu.
Obviamente o almoço do CWSP seria marcado como de costume. Para os que não se lembram todo ano o grupo promovia um almoço numa churrascaria localizado no estacionamento do Shopping Center Zona Norte, ali ao lado da rodoviária. Era uma oportunidade de nos encontrarmos, comer um churrasco, conversar e trocar ideias sobre antenas, rádios e outros assuntos tão caros aos cedablistas.
Além do almoço, insistia o Ademir, precisamos fazer algo, uma lembrança. Em branco não pode passar, repetia ele o seu bordão.
Depois de muito pensar decidimos por algo que pudesse permanecer à vista no shack dos associados, algo que a pessoa depois de receber a lembrança não jogasse em uma gaveta e lá ficasse, esquecido e protegido pela sombra. Veio-nos a ideia de fazer uma placa parecida com a do Honnor Roll do DXCC, mas não tão cara, as nossas finanças não o permitiriam. Precisaria ser algo simples e elegante o suficiente para que seu detentor a colocasse na parede, com um certo orgulho, talvez.

Das discussões surgiu a figura do grilo que constava dos nossos arquivos, mas, precisaria fazer a arte final, os desenhos que tínhamos eram pequenos não podiam ser ampliados, precisaria de alguém que fizesse além das placas, a arte final. Ficou decidido que seria uma placa de madeira grossa, bem acabada, com a placa em alumínio escovado e com a imagem do grilo em azul. Agora era partir para o orçamento e confecção, depois de muita procura encontramos uma empresa que executaria o serviço: desenho, artefinal e confecção das placas. Preço negociado, tudo certo era só aguardar e, claro, o sinal só seria pago após a aprovação da arte final.
Alguns dias depois recebi um e-mail com o arquivo em Corel Draw contendo o desenho do grilo e tudo o mais. Tudo certo, sinal depositado e sinal verde para a confecção. E nada da empresa entregar, a cada ligação uma desculpa. Finalmente, a pouco mais de uma semana do almoço a empresa disse que lamentava, mas não conseguiria entregar no prazo e devolveu o sinal.
Depois de uma correria insana encontramos um senhor creio que no Ipiranga ou por aqueles lados que disse fazer o serviço. Fui até sua casa, ele trabalhava em casa, levando a arte final, as medidas e tudo mais. Após acertarmos o preço, soltei a bomba: “Preciso entregar no dia 07 de setembro, consegue fazer atá lá?” Ele apenas disse: claro, se ficar pronto antes eu telefono. Aproveitei e falei: tem como fazer o mesmo número de mouse-pad? Ele pegou um mouse pad nos seus guardados e perguntou: “Este tamanho serve?”. Concordei com o tamanho, cor e material e acertamos o preço. Ele cumpriu o prazo, entregou tudo um dia antes.
No dia do almoço levamos as caixas para distribuir. Nos dias seguintes ao almoço o Ademir embrulhou as caixas do pessoal que não compareceu ao almoço e colocou no correio. Missão cumprida!
N.E: chega a ser incrível a semelhança com a trajetória da confecção das placas para o cinquentenário. Mas isso é assunto pra outro capítulo.
Arrectis auribus
